Das 39 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) distribuídas pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), numa política de descentralização, só a população de quatro distritos do país é que ainda não usufrui deste serviço.
Bragança, capital de distrito do Nordeste transmontano, constituído por 12 concelhos com uma população com elevado índice de idosos, ainda não pôs em “movimento” a Viatura de Emergência que lhe foi atribuída.
Segundo o presidente do conselho de administração do hospital de Bragança, José Maria Cameirão, embora não recusando a oferta desta viatura, alega que não existem de momento condições para o seu uso.
Falta de recursos humanos, e local de instalação para esta viatura ainda não decidido, fazem parte da argumentação utilizada pelo administrador deste hospital distrital. “Já temos dificuldades em aguentar os serviços de urgência com os médicos que temos. “Ficaríamos duplamente penalizados se tivéssemos aqui a VEMER”, acrescentando á sua argumentação que “instalar um serviço que depois não há condições humanas para o pôr a funcionar a cem por cento, então não vale a pena enganarmo-nos a nós próprios nem a população que servimos”, e continua “devia ficar localizada na zona do Planalto Mirandês”.
Foram estas algumas das declarações prestadas por José Cameirão ao Jornal Público, afirmando também, que a maior parte das emergências são verificadas em acidentes de viação no IP4, e que “o socorro faz-se rapidamente e em pouco tempo os doentes são colocados no hospital”. Segundo José Cameirão os casos de emergência médica registados no nordeste parecem confinar-se exclusivamente ao IP4.
Eis a razão e o saber de quem gere um hospital distrital.
[12-01-2005] C.M
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